XaD CAMOMILA

6 de maio de 2010

"Estamos amarrados. O Tribunal apanha de todos os lados"


Da Assembléia na Praça João Mendes ao Palácio da Justiça, São Paulo, 05/05

Marchinha dos grevistas aos 8:25 do vídeo: "Viana seu miserento/ queremos logo os 20%/ essa é a hora chega de embromação/ resolva esse problema dê logo a solução/ ohohoh Viana não me engana/ devolve logo a nossa grana..."

Ontem (05/05), antes da Assembléia Geral na Praça João Mendes, o Tribunal de Justiça, mais uma vez, reuniu-se com os representantes da Comissão de Negociação das entidades de servidores do judiciário paulista.

O presidente do TJSP, des. Antonio Carlos Viana, abriu a reunião afirmando que o governo do Estado (PSDB) solicitou à Assembléia Legislativa que o Plano de Cargos e Carreiras não fosse votado no dia 04/05 em função da greve dos servidores, mesmo com o documento assinado pelo presidente da Alesp, deputado Barros Munhoz (PSDB), comprometendo-se a colocar o PL nº 43/05 para votação na seção plenária do dia 04 (veja aqui). "Estamos amarrados. O Tribunal apanha de todos os lados", disse.

Em seguida, o presidente do Tribunal comunicou às entidades que o dissídio coletivo (veja aqui) já havia sido analisado pelo vice-presidente, des. Marco Valente (veja aqui), sendo a primeira audiência de conciliação marcada para o próximo dia 11. A ação judicial propondo o dissídio foi de iniciativa da assessora jurídica da AASPTJ-SP (Associação dos Assistentes Sociais e Psicólogos do TJSP), Sonia Guerra, que juntamente com os advogados de outras entidades, elaborou a peça, que foi protocolada pelo Sindicato União, por ser ele o representante legal de todos os servidores do judiciário paulista.

Antonio Carlos Viana também se comprometeu a não colocar em votação, no Órgão Especial do TJSP, resolução de desconto dos dias parados, antes da primeira audiência de conciliação do dissidio, no próximo dia 11.
"Nossa indignação nos trouxe até aqui. Indignação por um Tribunal que não reconhece nosso trabalho. Trabalho este que realizamos mesmo sem condições dignas. Só temos a comemorar. Depois da nossa mobilização já foram realizadas três audiências no Palácio da Justiça. O nosso dissídio já é uma vitória. E a garantia de não desconto dos dias parados é mais um motivo para aumentarmos a mobilização e lotarmos a praça na próxima Assembléia" (Elisabete Borgianni, presidente da AASPTJ-SP - Assembléia Geral, Praça João Mendes, 05/05/2010).
Fonte: AASPTJ-SP

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