XaD CAMOMILA

4 de outubro de 2009

Conflitos, mediação e acordos: castanheiros do Ayapuá e organização político-territorial

por Thais Danton Coelho (Socióloga/UFRJ, Mestre em Sociologia e Antropologia/UFRJ)

"O objetivo deste artigo é apresentar um dos desdobramentos de pesquisa realizada entre 2006 e 2008, cujo objeto de análise foi um processo de reconfiguração de um conflito entre castanheiros, proprietários de terra e comerciantes envolvidos na produção de castanha-do-brasil, no entorno do Lago Ayapuá, município de Beruri, baixo rio Purus, Amazonas. Esse processo foi particularmente influenciado pela criação da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Piagaçu-Purus na região em 2003, quando passaram a ter presença no local os gestores da Reserva, que vieram a ocupar o papel de mediadores do referido conflito.
A partir da vigência do modelo de mediação preponderante entre os gestores, ao qual chamo de mediação passiva pró-diálogo, difundiu-se nas localidades envolvidas no conflito a construção de Acordos da Castanha, assinados em 2006 pelas partes conflitantes, que tinham como objetivo mitigar os efeitos do conflito através de uma regulamentação da atividade extrativa e sua comercialização local, negociada entre castanheiros e comerciantes-proprietários e mediada pelos gestores da Reserva. A reconstituição da safra que antecedeu aos Acordos e a etnografia da construção e vigência desses Acordos permitiu acessar transformações não só em torno do sistema extrativista da castanha e do conflito, mas outras, que alimentam e são alimentadas por um processo político-territorial organizativo maior, em curso no Ayapuá: outras clivagens e alianças se reforçaram ao nível das comunidades locais, num processo de territorialização."
Para ler o artigo na íntegra, clique aqui.

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