XaD CAMOMILA

30 de janeiro de 2012

R$ 6,4 milhões em doações do CNJ a tribunais desapareceram!




Uma investigação realizada pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça) descobriu que em torno de R$ 6,4 milhões em bens doados pelo órgão a tribunais estaduais desapareceram.

Relatório inédito do órgão, a que a reportagem teve acesso, revela que as cortes regionais não sabem explicar onde foram parar 5.426 equipamentos, entre computadores, notebooks, impressoras e estabilizadores, entregues pelo conselho para aumentar a eficiência do Poder Judiciário.

A auditoria mostra ainda que os tribunais mantêm parados R$ 2,3 milhões em bens repassados.

Esse material foi considerado “ocioso” pelo conselho na apuração, que foi encerrada no dia 18 de novembro.

O CNJ passa por crise interna, envolvendo, entre outras coisas, a fiscalização nos Estados, principalmente os pagamentos a magistrados.

A conclusão da auditoria revela que o descontrole pode ir além da folha de pagamento.

Diante da situação, o CNJ decidiu suspender o repasse de bens a quatro Estados: Paraíba, Tocantins, Rio Grande do Norte e Goiás.

Os três primeiros estão com um índice acima de 10% de bens “não localizados”, limite estabelecido para interromper o repasse. Já o tribunal goiano, segundo a auditoria, descumpriu regras na entrega de seus dados.

Além desses quatro, a investigação atingiu outros 12 Estados que, numa análise preliminar, também apresentaram irregularidades.

Desses, apenas Espírito Santo e Rio Grande do Sul encontraram todos os bens.

Os demais não foram punidos com bloqueio, mas têm até maio -quando uma nova auditoria será feita- para mostrar as providências que estão tomando para localizar os equipamentos.

Resposta
A assessoria do tribunal da Paraíba disse que a presidência da Corte baixou uma portaria neste ano para que uma comissão encontre todo o material em 45 dias.

O TJ de Tocantins disse que uma comissão de inventário iniciou um trabalho para resolver os problemas dentro do prazo dado pelo Conselho Nacional de Justiça.

O tribunal do Rio Grande de Norte abriu uma auditoria para localizar os bens.

A Corte goiana argumentou que houve problema técnico no envio dos dados ao CNJ e que, por isso, as doações foram suspensas.
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"Cadê o toucinho que estava aqui? O gato comeu. Cadê o gato? Fugiu pro mato. Cadê o mato? O fogo queimou. Cadê o fogo. A água apagou. Cadê a água?..."

Mas é uma atrás da outra! Tasquipariu!

3 comentários :

Nilton Cezar disse...

Provavelmente, parte dos bens doados pelo CNJ formam leiloados e, com o dinheiro, adquiriram um “trapézio” e o levaram à 6ª Vara Cível de São José dos Campos e o entregaram para a titular. (aquela que discursa só para otários)
Assim facilitará, e muito, sua chegada ao Tribunal de Justiça de São Paulo e ser nomeado com Desembargadora.

Uma vez que o primeiro passo já foi dado por ela. (aos moralistas neoliberais queiram, por favor, desconsiderar minha teoria!)

XAD disse...

Em "Juíza de Pinheirinho, uma especialista. Esse Machado de Assis...", PHA disse tudo.

É o trapézio, Nilton. "Esse maldito trapézio!"

Inté.

marcio ramos disse...

... desapareceu, fez assim plim plim.

Acontece, as vezes eu gasto um pouco mais também e a grana desaparece da minha conta. Mas as eleições são cíclicas e o setor imobiliário de olho na terra vai dar uma ajuda aos pilantras do judiciario&afins como o cloaca news publicou:
" O deputado estadual Fernando Capez (PSDB), irmão do desembargador do TJ-SP Rodrigo Capez, que coordenou a ação policial em Pinheirinho, também recebeu bastante apoio do ramo imobiliário nas eleições de 2010. Quinze empresas do ramo doaram um total de R$ 424.462,02 para a campanha de Capez, 38% de tudo o que ele arrecadou (R$ 1.114.443,90)."

Enquanto isso la na ocupação da Sao Joao as pessoas se preparam para sair de predio abandonado por decisão dos meliantes da justiça; a policia foi la na parte da manha, averiguar, eles estão sempre averiguando a mando de seus superirores, eles os inferiores obedecem e averiguam e os superiores mandam e desmandam.

Quando cheguei estava todo mundo trabalhando e as crianças brincando e querendo fotografia fotografia fotografia... brincamos um pouco e perguntei as meninas maiores para onde elas iriam saindo dali. A resposta: pra rua.



Dia 02 tem mais uma reintegração. E mais um imovel que volta a ser moradia de ratos, baratas e pombos.

É isso.

Queria poder escrever tudo que eu vejo, que eu sinto mas eu não consigo...

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