XaD CAMOMILA

12 de agosto de 2010

107 dias de greve no Judiciário Paulista. E nenhuma proposta do TJSP


A quarta-feira, dia 11 de agosto, foi marcada por reuniões no Palácio da Justiça, precedendo a Assembléia Geral da Categoria, realizada mais uma vez na Praça João Mendes, em São Paulo. Apesar de duas reuniões com representantes do Tribunal de Justiça de São Paulo nenhuma proposta foi apresentada e os servidores novamente deliberaram pela continuidade da greve, que já dura 107 dias.

Segundo os dirigentes das entidades representativas dos servidores, o TJSP está usando a desculpa de buscar mais dinheiro junto ao Executivo para conseguir um “dinheiro extra para seu caixa”, já que dispõe de recursos para o pagamento da reposição salarial dos servidores. Ainda segundo eles, o Governo do Estado já percebeu essa manobra e, por isso, vem criando obstáculos para agendar uma reunião com a Presidência do Tribunal.

No final da noite, o Tribunal publicou em seu site o seguinte comunicado, que comprova que, mais uma vez, não houve qualquer proposta no que diz respeito ao índice de reposição salarial dos servidores:

"Comunicado da Presidência TJSP - 11/08/2010
A presidência do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, representada pelos desembargadores Willian Roberto de Campos e Samuel Alves de Melo Júnior, em reunião realizada hoje (11/8), no Palácio da Justiça, levou as seguintes propostas aos representantes dos servidores do Poder Judiciário:
1) Restituição em folha suplementar (parcela única) dos 20 (vinte) dias já descontados;
2) Esses 20 dias e os outros não trabalhados depois da edição da Resolução 520/10 serão compensados mediante reposição por meio de mutirões e/ou horas credoras e licença prêmio;
3) A presidência do TJSP se comprometeu, mais uma vez, a envidar esforços junto ao Poder Executivo para a obtenção de recursos suficientes à reposição cabível. As propostas foram rejeitadas pelos representantes dos servidores do Poder Judiciário. Não obstante a recusa, a presidência do TJSP reafirma que tem feito o possível para atender às reivindicações havendo incluído o índice pleiteado na proposta orçamentária de 2011 e concretizado a implantação do Plano de Cargos e Salários.
Assessoria de Imprensa TJSP"
Para saber mais, CLIQUE AQUI.

2 comentários :

Nilton Cezar disse...

Ivana;

Na minha modesta opinião, se os servidores analisassem que já faz longos anos que o Estado de SP está sendo dirigido por uma única facção política, e que os mesmos são especialistas em não negociar com o funcionalismo (os professores podem falarem melhor sobre o assunto), já não seria um forte argumento para mudar isso? É só uma opinião!

Um abraço!

Ivana Lima Regis disse...

No alvo, caríssimo! "Estado mínimo" e precarização dos serviços públicos, em todas as áreas (saúde, educação, transporte, segurança pública - inclusive o judiciário - entre outras), são dois clássicos pilares da política neoliberal dos Demotucanos que, há décadas, impera em São Paulo. Tudo, é claro, com o apoio do PIG. Lamentável...

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