XaD CAMOMILA

Mostrando postagens com marcador campanha quem ama abraça. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador campanha quem ama abraça. Mostrar todas as postagens

24 de novembro de 2011

Violência contra a mulher no Brasil: o que se pensa e o que se escreve


Segue uma coletânea de artigos, pesquisas e relatórios que ajuda a entender melhor a complexa e multifacetada questão da violência contra a mulher.
CLIQUE no título do trabalho para acessar o texto. 
25 de Novembro: Dia de Combate à Violência contra a Mulher. #FimDaViolenciaContraMulher

Três décadas de resistência feminista contra o sexismo e a violência feminina no Brasil: 1976 a 2006: Análise das principais ações e estratégias de resistência desencadeadas pelo movimento feminista que, nos últimos trinta anos, no Brasil, buscou erradicar a diversas formas de violência existentes contra a mulher. Discute-se por um lado, a violência como estratégia de controle sobre o corpo feminino e, por outro, a ineficácia da Lei nº 9.099/95. Com a implementação da Lei Maria da Penha, uma importante conquista legislativa e jurídica no combate à violência contra a mulher, evidenciam-se mudanças nas estratégias socioculturais e nos recursos jurídicos utilizados no País; entretanto, expressões de violência institucional continuam presentes na cultura e nas práticas jurídicas. Tais expressões são parte de uma lógica moral masculina que ainda modela os procedimentos dominantes e que se faz presente nas instituições e entre os agentes públicos, assim como nos espaços privados e na família. Enfim, no conjunto da sociedade brasileira [38 p.]

Femicídios: homicídios femininos no BrasilObjetivo: Analisar a mortalidade feminina por agressão segundo indicadores  sociodemográficos e de saúde. Métodos: Estudo ecológico sobre a mortalidade feminina por agressão ocorrida no Brasil de 2003 a 2007. Os dados de 19.459 óbitos foram obtidos do Sistema de Informações sobre Mortalidade. Conclusões: A mortalidade feminina por agressão no Brasil foi elevada e não homogênea entre as regiões. Entre as variáveis associadas ao evento, destaca-se a mortalidade masculina por agressão, indicando a importância da redução da violência estrutural como proteção das mulheres contra a violência. [11 p.]

Vivências da vida conjugal: posicionamento das mulheres: Estudo de abordagem qualitativa, realizado com onze mulheres em situação de violência conjugal. Os dados empíricos foram produzidos mediante oficinas, buscando-se a compreensão das vivências de violência nos discursos das mulheres. Para a composição das categorias analíticas utilizamos a técnica de análise temática de conteúdo. Os resultados mostraram que a violência conjugal representa para as mulheres o medo e o aprisionamento e que, na conjugalidade, a mulher está mais susceptível às relações desiguais de poder, com domínio masculino e legitimação da violência. Nas suas falas ficaram evidentes comportamentos e atributos que sustentam a condição feminina de sujeição ao marido e à violência. [5 p.]

“O amor que tu me tinhas era vidro e se quebrou”: análise dos aspectos psicológicos e da autoimagem de mulheres vitimizadas: No Brasil, a cada 4 minutos, uma mulher é agredida em seu próprio lar por uma pessoa com quem mantém relação de afeto. 70% dos crimes contra a mulher acontecem dentro de casa, e o agressor é o próprio marido ou companheiro. Além disso, mais de 40% das violências resultam em lesões corporais graves decorrentes de socos, tapas, chutes, amarramentos, queimaduras, espancamentos e estrangulamentos. O alto índice desses episódios de violência gerou interesse em compreender diferenças no que tange às características psicológicas de mulheres agredidas e na sua autoimagem em idades diferenciadas. [8 p.]
A violência nas relações de conjugalidade: invisibilidade e banalização da violência sexual?: A partir de uma abordagem relacional-estrutural de gênero e sexualidade, este artigo apresenta resultados parciais de um estudo qualitativo com mulheres que denunciaram violência conjugal. Focaliza a ocorrência e os sentidos atribuídos ao fenômeno da coerção sexual marital, apontando para a possibilidade da violência sexual conjugal estar relacionada aos efeitos perversos de transformações na divisão sexual do trabalho e do aprofundamento da dupla jornada feminina quando relacionado ao desmonte da figura de homem provedor em situações de pobreza. Neste contexto, a recusa feminina ao sexo — contrapoder que expressa o desejo de ser sujeito sexual e comunica protestos contra as desilusões relacionadas aos parceiros — pode colaborar para a exacerbação dos atos violentos masculinos. Na posição parcial de "sujeitos do não", as mulheres revelam ainda uma situação de opressão quase nunca por elas diretamente nomeada como violência: no nojo e repulsa que manifestam contra o sexo cedido como débito conjugal, se assemelham aos sentimentos de vítimas de estupros por desconhecidos — estes sim, de modo geral, mais reconhecidos socialmente como "violência sexual". [9 p.]

Percepções sobre a violência doméstica contra a mulher no Brasil: "Fale sem Medo – Não à Violência Doméstica" é o nome da campanha do Instituto Avon, lançada em 2008, no Brasil e, em 2004, nos Estados Unidos, com o nome "Speak Out Against Domestic Violence", pela Avon Foundation for Women, em mais de 50 países. A campanha representa uma das maiores dificuldades da pessoa que enfrenta a violência: falar a respeito. E o silêncio é fruto da perda da autoestima da mulher agredida, como também decorre do estado anestésico que o sentimento de vergonha impõe a ela. Com esse estudo, o Instituto Avon espera contribuir para a reflexão do problema e oferecer subsídios para fundamentar o trabalho de todos aqueles – organismos públicos e privados, associações de bairro, lideranças comunitárias, acadêmicos e leigos – envolvidos em encontrar formas de desnaturalizar a violência doméstica. [17 p.]

Estante do XAD


Blogs @migos

Blogs sujos & malvados