XaD CAMOMILA

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26 de novembro de 2011

Eu, elas e a blogagem coletiva pelo fim da violência contra a mulher

Gostei demais de participar da blogagem coletiva pelo fim da violência contra a mulher; o tema é vasto, difícil de enfrentar e os números são assustadores. A violência contra a mulher não escolhe país, raça, etnia, religião ou cultura. Nem vítima. É o "fenômeno mais 'democraticamente' distribuído na sociedade" (como bem diz a Kelle Crystina). Acontece nos mais distintos lugares do mundo e atinge todas as classes sociais. Também não escolhe idade ou tipo de relação afetiva. Trata-se de um fenômeno social, de amplo espectro, que é retroalimentado pela desigualdade existente entre homens e mulheres. Penso que a saída é "lutar o bom combate". Informar, ampliar o debate, divulgar as pesquisas e estudos realizados, os mecanismos de proteção existentes e, acima de tudo, dar visibilidade ao tema da violência contra a mulher para que um problema desta magnitude não seja minimizado, banalizado, jogado na "vala comum do esquecimento" (o post da Rita, "Quando o melhor é perder a piada", aborda muito bem essa questão).  
Antes de passar o link que traz os posts participantes da blogagem coletiva, eu queria dizer que, por conta desta iniciativa, conheci blogs bem legais e tive oportunidade de entender (muito) melhor a questão da violência contra a mulher. Valeu, Blogueiras Feministas! Vamo que vamo! Segue o link com os posts:
     

25 de novembro de 2011

Lei Maria da Penha & Direitos da Mulher

25 de Novembro: Dia Internacional de Combate à Violência contra a Mulher

Tudo (ou quase tudo) o que você sempre quis saber sobre a Lei Maria da Penha e os Direitos da Mulher, mas nunca teve coragem de perguntar – ou nunca precisou perguntar, ou nunca teve a quem perguntar – está aqui. O Ministério Público Federal e a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC) prepararam um material excelente, com 40 perguntas e respostas (práticas-objetivas-diretas), que esclarece aspectos fundamentais da Lei Maria da Penha e dos Direitos da Mulher. Recomendo a leitura a todos. Mulheres e Homens.

Este post - e toda a página principal do blog! - está participando da Blogagem Coletiva pelo Fim da Violência contra a Mulher (saiba mais). 
Participe você também!! #FimDaViolenciaContraMulher

Documentário Silêncio das Inocentes

25 de Novembro: Dia Internacional de Combate à Violência contra a Mulher

O documentário Silêncio das Inocentes conta a história da criação da Lei Maria da Penha (Lei11.340/2006) e da luta das mulheres contra a violência doméstica e familiar. 
Para retratar a triste realidade social da violência contra as mulheres no Brasil, o documentário traz depoimentos de vítimas, autoridades e especialistas no tema, buscando lançar uma luz sobre o problema bem como incentivar o debate. 
Em que pese os inúmeros estudos e pesquisas realizados (veja alguns aqui), o silêncio que cerca a violência no ambiente familiar impede que os dados levantados revelem corretamente a magnitude deste fenômeno social e o perfil das vítimas. 
Para romper o silêncio que envolve a violência doméstica, faz-se necessário um processo de mobilização social contra a violência nas famílias. Este documentário pretende estimular a discussão, contribuindo para fortalecer o discurso de combate à violência contra as mulheres, principalmente, aquela que é perpetrada no âmbito familiar. Segue abaixo o trailer de Silêncio das Inocentes (Voglia Produções Artísticas, 2011), com direção de Ique Gazzola e roteiro de Rodrigo Azevedo. Confira: 


Este post - e toda a página principal do blog! - está participando da Blogagem Coletiva pelo Fim da Violência contra a Mulher (saiba mais). 
Participe você também!! #FimDaViolenciaContraMulher

24 de novembro de 2011

Violência contra a mulher no Brasil: o que se pensa e o que se escreve


Segue uma coletânea de artigos, pesquisas e relatórios que ajuda a entender melhor a complexa e multifacetada questão da violência contra a mulher.
CLIQUE no título do trabalho para acessar o texto. 
25 de Novembro: Dia de Combate à Violência contra a Mulher. #FimDaViolenciaContraMulher

Três décadas de resistência feminista contra o sexismo e a violência feminina no Brasil: 1976 a 2006: Análise das principais ações e estratégias de resistência desencadeadas pelo movimento feminista que, nos últimos trinta anos, no Brasil, buscou erradicar a diversas formas de violência existentes contra a mulher. Discute-se por um lado, a violência como estratégia de controle sobre o corpo feminino e, por outro, a ineficácia da Lei nº 9.099/95. Com a implementação da Lei Maria da Penha, uma importante conquista legislativa e jurídica no combate à violência contra a mulher, evidenciam-se mudanças nas estratégias socioculturais e nos recursos jurídicos utilizados no País; entretanto, expressões de violência institucional continuam presentes na cultura e nas práticas jurídicas. Tais expressões são parte de uma lógica moral masculina que ainda modela os procedimentos dominantes e que se faz presente nas instituições e entre os agentes públicos, assim como nos espaços privados e na família. Enfim, no conjunto da sociedade brasileira [38 p.]

Femicídios: homicídios femininos no BrasilObjetivo: Analisar a mortalidade feminina por agressão segundo indicadores  sociodemográficos e de saúde. Métodos: Estudo ecológico sobre a mortalidade feminina por agressão ocorrida no Brasil de 2003 a 2007. Os dados de 19.459 óbitos foram obtidos do Sistema de Informações sobre Mortalidade. Conclusões: A mortalidade feminina por agressão no Brasil foi elevada e não homogênea entre as regiões. Entre as variáveis associadas ao evento, destaca-se a mortalidade masculina por agressão, indicando a importância da redução da violência estrutural como proteção das mulheres contra a violência. [11 p.]

Vivências da vida conjugal: posicionamento das mulheres: Estudo de abordagem qualitativa, realizado com onze mulheres em situação de violência conjugal. Os dados empíricos foram produzidos mediante oficinas, buscando-se a compreensão das vivências de violência nos discursos das mulheres. Para a composição das categorias analíticas utilizamos a técnica de análise temática de conteúdo. Os resultados mostraram que a violência conjugal representa para as mulheres o medo e o aprisionamento e que, na conjugalidade, a mulher está mais susceptível às relações desiguais de poder, com domínio masculino e legitimação da violência. Nas suas falas ficaram evidentes comportamentos e atributos que sustentam a condição feminina de sujeição ao marido e à violência. [5 p.]

“O amor que tu me tinhas era vidro e se quebrou”: análise dos aspectos psicológicos e da autoimagem de mulheres vitimizadas: No Brasil, a cada 4 minutos, uma mulher é agredida em seu próprio lar por uma pessoa com quem mantém relação de afeto. 70% dos crimes contra a mulher acontecem dentro de casa, e o agressor é o próprio marido ou companheiro. Além disso, mais de 40% das violências resultam em lesões corporais graves decorrentes de socos, tapas, chutes, amarramentos, queimaduras, espancamentos e estrangulamentos. O alto índice desses episódios de violência gerou interesse em compreender diferenças no que tange às características psicológicas de mulheres agredidas e na sua autoimagem em idades diferenciadas. [8 p.]
A violência nas relações de conjugalidade: invisibilidade e banalização da violência sexual?: A partir de uma abordagem relacional-estrutural de gênero e sexualidade, este artigo apresenta resultados parciais de um estudo qualitativo com mulheres que denunciaram violência conjugal. Focaliza a ocorrência e os sentidos atribuídos ao fenômeno da coerção sexual marital, apontando para a possibilidade da violência sexual conjugal estar relacionada aos efeitos perversos de transformações na divisão sexual do trabalho e do aprofundamento da dupla jornada feminina quando relacionado ao desmonte da figura de homem provedor em situações de pobreza. Neste contexto, a recusa feminina ao sexo — contrapoder que expressa o desejo de ser sujeito sexual e comunica protestos contra as desilusões relacionadas aos parceiros — pode colaborar para a exacerbação dos atos violentos masculinos. Na posição parcial de "sujeitos do não", as mulheres revelam ainda uma situação de opressão quase nunca por elas diretamente nomeada como violência: no nojo e repulsa que manifestam contra o sexo cedido como débito conjugal, se assemelham aos sentimentos de vítimas de estupros por desconhecidos — estes sim, de modo geral, mais reconhecidos socialmente como "violência sexual". [9 p.]

Percepções sobre a violência doméstica contra a mulher no Brasil: "Fale sem Medo – Não à Violência Doméstica" é o nome da campanha do Instituto Avon, lançada em 2008, no Brasil e, em 2004, nos Estados Unidos, com o nome "Speak Out Against Domestic Violence", pela Avon Foundation for Women, em mais de 50 países. A campanha representa uma das maiores dificuldades da pessoa que enfrenta a violência: falar a respeito. E o silêncio é fruto da perda da autoestima da mulher agredida, como também decorre do estado anestésico que o sentimento de vergonha impõe a ela. Com esse estudo, o Instituto Avon espera contribuir para a reflexão do problema e oferecer subsídios para fundamentar o trabalho de todos aqueles – organismos públicos e privados, associações de bairro, lideranças comunitárias, acadêmicos e leigos – envolvidos em encontrar formas de desnaturalizar a violência doméstica. [17 p.]

23 de novembro de 2011

♪♫ Quem ama abraça


Clipe da Campanha Quem ama abraça:

Participam deste video talentosos profissionais que generosamente abraçaram esta causa assim como consagrada(o)s artistas que abriram mão dos seus cachês em prol da realização da campanha. São eles: Alcione, Ana Carolina, Beth Carvalho, Carlinhos Brown, Chico César, Daniel, Daniel Boaventura, Daniela Mercury, Ed Motta, Elba Ramalho, Elisa Lucinda, João Gabriel, Jorge Vercillo, Lenine, Luiz Melodia, Martinho da Vila, Margareth Menezes, Monique Kessous, Roberta Sá e Teresa Cristina. Participam também dez jovens artistas da Rede Feminista de Arte Urbana - Nami: Anarkia, Di, Joana Cesar, Kitty, Mel, Mere Lee, Rosa, Si, Suav e Tábata Brito.
A música foi especialmente composta por Gabriel Moura e Rogê, com direção musical de Guto Graça Mello.
O clipe ficou muito bom mesmo! Bela iniciativa! Confira.

Ponto Final na Violência contra Mulheres e Meninas


Para denúncia de abuso e violência sexual em casa ou na rua.

22 de novembro de 2011

Blogagem Coletiva pelo Fim da Violência contra a Mulher

A iniciativa é do Blogueiras Feministas. A proposta é fazer uma blogagem coletiva pelo fim da violência contra a mulher no dia 25 de novembro. Publique um post sobre o assunto em seu blog e envie o link para o Blogueiras Feministas (aqui). Será divulgada uma lista com todos os posts participantes na tarde do dia 25. A hashtag que será usada nas redes sociais é: #FimDaViolenciaContraMulher

O Blogueiras Feministas, que também está divulgando a campanha 16 Dias de Ativismo Pelo Fim da Violência Contra Mulheres, pretende publicar, a partir do dia 25 de novembro, 16 posts sobre o assunto. A ideia é abarcar datas importantes dentro desse calendário:

25/11 – Dia Internacional Pelo Fim da Violência Contra a Mulher
01/12 – Dia Mundial de Combate a AIDS
06/12 – Campanha do Laço Branco – Homens combatem a violência contra mulheres
10/12 – Dia Internacional dos Direitos Humanos

Também apoiamos a campanha Feministas em Ativismo Online Pelo Fim da Violência Contra a Mulher II que propõe cinco dias de ativismo online. De 21 a 25 de novembro o objetivo é invadir a internet com posts, dados, artigos, fotos, vídeos etc sobre o assunto, além de espalhar pelas redes a hashtag #FimDaViolenciaContraMulher.

Saiba mais aqui. Participe! 

Violência contra a mulher é crime!

#FimDaViolenciaContraMulher


Denuncie. Ligue 180. Procure a Promotoria de Justiça mais próxima.

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